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3 de ago. de 2010

49

Seus relacionamentos já terminaram por carta, entregue no recreio.
Por telefone, por email.
Num lugar super romântico, achando que não ia terminar.
Não gostando mais, ou melhor, não suportando mais.
Amando loucamente.
Sem saber se era o melhor.
Por amor próprio e por falta dele.
Porque ele era imaturo.
Porque ela era infantil.
Por infidelidade.

E finalmente chegou o tempo em que isso não importava mais.
Estava madura, segura e inteira.
Sem pressa, sem anseios, sem projeções frustrantes no outro. De verdade, agora.

E então, começou o mais longo relacionamento de todos. Que terminou, mas do jeito que todo casamento deveria terminar.

* Baseado em fatos irreais
** To be continued

29 de jun. de 2010

36

Paz.
Depois de um certo período conturbado ela encontrou a paz. Sua mente estava vazia. Não esperava ansiosa por algo acontecer. Mas ela estava tranqüila. Saiu do ciclo vicioso e entendeu tantas coisas, que se considerava uma filosofa, nem que fosse dessas de botequim...
Discutia sobre a vida, com um ar blasé, de quem aceita o que a vida lhe impôs.
Pois é, teve um momento na vida dela que as coisas voltaram a ser leves como tinham que ser. As cartas estavam finalmente na mesa e não havia mais como prever o caminho que sua vida iria tomar. Mas estava livre dos mal-entendidos, das coisas não claras... E ela relaxou e sorriu aquele sorriso que ela tinha.
Dizem que certa noite, mesmo com a luz apagada, em seu quarto pode-se ouvir risadinhas.
Ela entendeu enfim como é que as pessoas todas conseguem viver sem saberem o que querem, sem saberem pra onde vão... Foi tudo um processo, até que rápido.
Zen... Perdeu o medo... Seu Lobo virou um bolo, como em todas as histórias das Chapeuzinhos Amarelos.

* Baseado em fatos irreais
** To be continued