30 de jun de 2010

38

O dia que antecedia uma conversa importante era sempre igual. Repassava mentalmente o discurso, se criticava tanto ao ponto de nunca chegar a um texto definitivo. Ficava nervosa, passava a noite em claro, por ansiedade e pra acordar tarde e comer algumas horas do seu dia.
Tentava estar com a roupa ideal, o cabelo ideal, o tom de voz ideal, mas se esquecia que nas conversas importantes o ideal é ser você mesmo. E que por mais que ensaiasse, na hora as coisas saiam do coração e acabava falando da melhor maneira, sem precisar ter ensaiado.
Sua insegurança, cada dia mais visível pra ela, a fazia perder o foco da questão. Tinha que confiar em si mesma e em Deus. Por que no final, tudo acaba bem. Se não está bem, ainda não acabou.


* Baseado em fatos irreais
** To be continued

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