Passou anos sozinha, sem entender se era ela que não estava pronta, se era ele que tinha razão (ela era mesmo a melhor pessoa do mundo mais impossível de ser desejada). Passou um tempo tentando ser a mulher ideal, com o corpo ideal. Passou mais um tempo tentando se empoderar e se aceitar como era.
De um jeito ou de outro ficou sozinha muito, mas muito tempo. Sonhava com ele e chorava e sorria. Sonhava com outros e acordava sozinha.
Passou um tempo tentando separar solidão de "estar sozinha". Por vezes gostava de ser sua própria companhia, por outras desejava que alguém a desejasse como ele a desejou um dia.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
31 de jul. de 2016
9 de mai. de 2016
80
Ela calou o mundo com música nos ouvidos e experienciou a distância. Se desconectou de tudo a sua volta e mesmo no ônibus lotado, conseguiu ficar sozinha. E aqueles momentos de solidão, tiveram um sabor diferente. Era bom estar consigo mesma e mais ninguém.
Conseguiu calar os pensamentos e meditou ao som de suas músicas favoritas, sentiu paz e serenidade em meio ao caos da sua cidade. Tudo fica mais poética com trilha sonora.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
Conseguiu calar os pensamentos e meditou ao som de suas músicas favoritas, sentiu paz e serenidade em meio ao caos da sua cidade. Tudo fica mais poética com trilha sonora.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
26 de fev. de 2016
79
Nessa memória, ela era oceano. Era tanto mar, tanto mar que tinha que sair pelos olhos. E se sem querer a língua encostasse, sentia que era salgado, seu imenso oceano.
E vinham em ondas, as lágrimas, num vai e vem quase infinito. Mas findava. E depois de um tempo, vinha a calmaria, uma sensação de que não tinha mais água pra derramar.
Nessa época, era como as marés, todo dia tinha maré cheia e ela transbordava. Sagrado choro, ritual de limpeza onde ia tirando pela água todos os males de seu coração.
O choro parou, eventualmente, porque o tempo é amigo e se soubermos ser pacientes, tudo se acalma. Continuava oceano, mas tranquilo, porque ela era força da natureza e estava mergulhada em sonhos e incertezas.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
E vinham em ondas, as lágrimas, num vai e vem quase infinito. Mas findava. E depois de um tempo, vinha a calmaria, uma sensação de que não tinha mais água pra derramar.
Nessa época, era como as marés, todo dia tinha maré cheia e ela transbordava. Sagrado choro, ritual de limpeza onde ia tirando pela água todos os males de seu coração.
O choro parou, eventualmente, porque o tempo é amigo e se soubermos ser pacientes, tudo se acalma. Continuava oceano, mas tranquilo, porque ela era força da natureza e estava mergulhada em sonhos e incertezas.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
4 de fev. de 2016
24 de jun. de 2015
77
Eram tantas músicas, mais tantas músicas que descreviam o que ela estava sentindo nesse dia, que a fez pensar que todas as histórias de amor já aconteceram.
Mais uma vez, ela se sentia ordinária. Aquele momento único, aquela coisa que só eles entendiam, que palavras não conseguiam explicar, se reduziu ao cotidiano. Ninguém se chocou, todo mundo entendeu como algo que pode acontecer com qualquer um, menos ela.
Mas lá estavam as canções, as poesias, as dores de tantos outros que se misturavam com as dela e a ajudavam a entender que amores vem e vão, são aves de verão.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
Mais uma vez, ela se sentia ordinária. Aquele momento único, aquela coisa que só eles entendiam, que palavras não conseguiam explicar, se reduziu ao cotidiano. Ninguém se chocou, todo mundo entendeu como algo que pode acontecer com qualquer um, menos ela.
Mas lá estavam as canções, as poesias, as dores de tantos outros que se misturavam com as dela e a ajudavam a entender que amores vem e vão, são aves de verão.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
29 de ago. de 2014
76
Ansiedade. Difícil pra ela lidar com isso.
Quando era pequena, era até gostoso ser ansiosa. Aquele geladinho na barriga quando algo muito esperado estava pra acontecer, aquele arrepio na nuca nos segundos que antecediam o fato.
Com o passar dos anos, deixou de ser bom e começou a se transformar em algo mais difícil de se lidar. A falta de sono no dia anterior, o acordar de 10 em 10 minutos, horas antes do despertador tocar e os diálogos imaginários que nunca representavam a realidade eram como fantasmas durante a noite. A sua necessidade de pensar todos os possíveis desfechos pra história fazia com que alguns dias ficassem impraticáveis.
E era comum a sensação de deseperdício de tempo, de desgaste mental pra situações que se resolviam em questão de segundos, como na vez que decidiu pedir demisão porque não estava se sentindo valorizada na empresa e tinha uma lista infinita de argumentos e respostas pra dar a seu chefe. Quando, suando frio nas palmas das mãos, sentou pra falar com ele, teve todo o seu apoio e ainda foi demitida pra que pudesse ter direito ao FGTS e ao seguro-desemprego.
Depois soube que o chefe também estava se sentindo assim, mas sabia que ia ser demitido em breve e não quis que empresa fizesse com ela o que iam fazer com ele.
Noites de sono perdidas e ela sem saber como reagir a uma atitude tão contrária a que ela estava esperando. Até a sensanção de felicidade por não estar mais vinculada àquela empresa soou como algo muito esquisito.
Pegou sua bolsa -pois foi liberada do aviso prévio, pegou o ônibus pra casa e sem querer conseguiu não pensar em nada por algumas horas. Extremamente, estranhamente, deliciosamente libertador.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
Quando era pequena, era até gostoso ser ansiosa. Aquele geladinho na barriga quando algo muito esperado estava pra acontecer, aquele arrepio na nuca nos segundos que antecediam o fato.
Com o passar dos anos, deixou de ser bom e começou a se transformar em algo mais difícil de se lidar. A falta de sono no dia anterior, o acordar de 10 em 10 minutos, horas antes do despertador tocar e os diálogos imaginários que nunca representavam a realidade eram como fantasmas durante a noite. A sua necessidade de pensar todos os possíveis desfechos pra história fazia com que alguns dias ficassem impraticáveis.
E era comum a sensação de deseperdício de tempo, de desgaste mental pra situações que se resolviam em questão de segundos, como na vez que decidiu pedir demisão porque não estava se sentindo valorizada na empresa e tinha uma lista infinita de argumentos e respostas pra dar a seu chefe. Quando, suando frio nas palmas das mãos, sentou pra falar com ele, teve todo o seu apoio e ainda foi demitida pra que pudesse ter direito ao FGTS e ao seguro-desemprego.
Depois soube que o chefe também estava se sentindo assim, mas sabia que ia ser demitido em breve e não quis que empresa fizesse com ela o que iam fazer com ele.
Noites de sono perdidas e ela sem saber como reagir a uma atitude tão contrária a que ela estava esperando. Até a sensanção de felicidade por não estar mais vinculada àquela empresa soou como algo muito esquisito.
Pegou sua bolsa -pois foi liberada do aviso prévio, pegou o ônibus pra casa e sem querer conseguiu não pensar em nada por algumas horas. Extremamente, estranhamente, deliciosamente libertador.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
24 de jul. de 2014
75
Tinha 7 primos, mas um em especial tinha a mesma idade dela. Eles foram criados juntos. Sua mãe e sua tia curtiram a gravidez juntas, uma era madrinha do filho da outra. Por isso, eles já nasceram com os destinos entrelaçados. Assim, ela também não era uma filha única normal, porque tinha um irmão quase gêmeo. Se ligavam no meio do dia por que tiveram um pressentimento que o outro estava com problemas ou por sentirem que algo de bom aconteceu.
Ele se casou cedo, com 20 anos, foi morar em outra cidade, mas tinham aquela sensação que os melhores amigos sabem bem como é. Era como se eles estivessem juntos todos os dias e mesmo quando muito tempo se passava, quando eles se encontravam era como se nenhum tempo tivesse passado.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
21 de jul. de 2014
74
Um dia a fome passou. Achou que era hora de se desfazer de algumas coisas. Resolveu tirar o peso do corpo, da mente e do seu armário que já estava com a prateleira envergada de tanto passado.
Primeiro foi andar. Ia com o dinheiro da passagem pra volta porque a sensação de ir era muito melhor do que a de voltar. Enquanto o corpo eliminava calorias e toxinas, a cabeça estava a mil tentando eliminar a bagagem desnecessária.
Então, foi falar. Duas vezes por semana, num divã onde podia formar desenhos no teto com as sombras que se projetavam como carneirinhos de nuvem no céu.
E por fim, a faxina. Abriu armários e gavetas e foram pilhas e pilhas de papéis, fotos e objetos que não tinham mais porque estarem na sua vida. Ficou cansada, espirrando com a poeira, joelhos vermelhos de tanto tempo agachada.
A prateleira continuou envergada, visto que tem coisas que não tem conserto. Mas ela descobriu que tinha sim uma maneira de renovar, rejuvenecer e deixar o passado passar.
Depois do banho tomado e do copo de vinho na mão, ela viu debaixo da mesa uma foto deles em Mauá e pensou que o correto seria jogar no lixo, mas ela demorou muito pra se levantar do sofá...
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
Primeiro foi andar. Ia com o dinheiro da passagem pra volta porque a sensação de ir era muito melhor do que a de voltar. Enquanto o corpo eliminava calorias e toxinas, a cabeça estava a mil tentando eliminar a bagagem desnecessária.
Então, foi falar. Duas vezes por semana, num divã onde podia formar desenhos no teto com as sombras que se projetavam como carneirinhos de nuvem no céu.
E por fim, a faxina. Abriu armários e gavetas e foram pilhas e pilhas de papéis, fotos e objetos que não tinham mais porque estarem na sua vida. Ficou cansada, espirrando com a poeira, joelhos vermelhos de tanto tempo agachada.
A prateleira continuou envergada, visto que tem coisas que não tem conserto. Mas ela descobriu que tinha sim uma maneira de renovar, rejuvenecer e deixar o passado passar.
Depois do banho tomado e do copo de vinho na mão, ela viu debaixo da mesa uma foto deles em Mauá e pensou que o correto seria jogar no lixo, mas ela demorou muito pra se levantar do sofá...
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
73
Ela tinha uma facilidade enorme com idiomas. Com seu avô aprendeu italiano. Desde pequena se acostumou aos avós, tios e primos falando somente em italiano nos almoços de domingo.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
Na escola, aprendeu espanhol e fez curso de inglês na adolescência.
No final da faculdade, conheceu um francês. Foi uma paixão avassaladora que a levou a passar 6 meses na França, conhecer a Europa e criar um vínculo de amor com Paris que continuou vivo mesmo depois do tal francês a deixar em Nice sem o dinheiro da passagem de volta.
Por um momento pensou em não voltar, em tentar fazer dar certo nesse novo país, mas seu coração ficou tão machucado que só o colo de sua mãe resolveria. Depois de algumas ligações a cobrar que custariam uma fortuna para sua mãe e alguns outros telefonemas, ela conseguiu voltar, mas sempre fantasiou retornar à sua cidade preferida.
Anos depois, quando já estava prestes a se casar, recebeu uma prosposta tentadora. Dos sonhos, na verdade: ir para Paris ser uma espécie de scout literária. Ela passou dias pensando, sem dormir, olhando pro seu amado e pensando em como dizer a ele que estava tentada a ir, pensando em pedir pra ele ir com ela... Mas quando a indecisão ficou insuportável, veio a notícia: ela estava grávida.
** To be continued
4 de mai. de 2012
Prólogo
Essa história é assim: a heroína nasceu, cresceu, se reproduziu e morreu exatamente como o ciclo dos seres vivos que aprendemos nas aulas de ciências.
Ela não é especial.
Não tem super-poderes, mas é uma heroína.
Heroína da história, heroína por sobreviver nesse mundo, por tentar achar sentido em tantas coisas sem explicação.
Ela sou eu, é você e todo o mundo.
Mais uma e única.
Sem cronologia, os capítulos são imprevisíveis como a vida, mas fazem sentido no fim.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued?
* Baseado em fatos irreais
** To be continued?
21 de ago. de 2011
72
Logo quando ela estava mais gorda e com o pior corte de cabelo da história, ela o reencontrou. Ele, um dos principais, um dos primeiros.
Estava tão centrada na sua aparência que nem se deu conta que estava na frente de uma livraria conversando com um cara gordo e careca.
Claro que isso serviu de assunto pra quebrar o gelo, passar pro café da livraria e terminar na casa dele com um noite desengonçada, pelos velhos tempos. Sem química, sem pegada, confusa e rápida.
Foi pelos velhos tempos que não voltam mais, como ela pode perceber.
Depois disso viraram amigos numa rede social e passaram a curtir as fotos dos seus murais.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
Estava tão centrada na sua aparência que nem se deu conta que estava na frente de uma livraria conversando com um cara gordo e careca.
Claro que isso serviu de assunto pra quebrar o gelo, passar pro café da livraria e terminar na casa dele com um noite desengonçada, pelos velhos tempos. Sem química, sem pegada, confusa e rápida.
Foi pelos velhos tempos que não voltam mais, como ela pode perceber.
Depois disso viraram amigos numa rede social e passaram a curtir as fotos dos seus murais.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
4 de mai. de 2011
71
Ela se apaixonou por um ator famoso, antes dele ser famoso. Ele era ninguém, um atorzinho de performance da faculdade, jogando farinha nos outros e fazendo arte.
Agora era fácil se apaixonar por ele. O fato de ser famoso já é um atratativo para a maioria, mas quando ele era mais um na multidão, teoricamente seria mais fácil pra ela chamar sua atenção.
Colecionou as primeiras matérias, foi nas suas primeiras peças e com o tempo a vida o levou pra longe.
Ela nunca trocou uma palavra com ele, mas tentava chamar sua atenção mesmo assim.
Anos depois, numa reunião da editora, eles se reencontraram. Ele já consagrado, indo apresentar um livro e ela mais uma funcionária na sala de reuniões.
Ao final, pra sua surpresa, ele lhe disse:
- Eu te conheço de algum lugar...
Depois de alguns minutos em pé conversando e um café na bistrô ali perto, ela pode perceber que havia fantasiado tudo sobre ele, que ele era até engraçado, mas não tinham nada em comum e gentilmente declinou os galanteios do rapaz.
Saiu de lá rindo e pensando nas voltas que o mundo dá.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
Agora era fácil se apaixonar por ele. O fato de ser famoso já é um atratativo para a maioria, mas quando ele era mais um na multidão, teoricamente seria mais fácil pra ela chamar sua atenção.
Colecionou as primeiras matérias, foi nas suas primeiras peças e com o tempo a vida o levou pra longe.
Ela nunca trocou uma palavra com ele, mas tentava chamar sua atenção mesmo assim.
Anos depois, numa reunião da editora, eles se reencontraram. Ele já consagrado, indo apresentar um livro e ela mais uma funcionária na sala de reuniões.
Ao final, pra sua surpresa, ele lhe disse:
- Eu te conheço de algum lugar...
Depois de alguns minutos em pé conversando e um café na bistrô ali perto, ela pode perceber que havia fantasiado tudo sobre ele, que ele era até engraçado, mas não tinham nada em comum e gentilmente declinou os galanteios do rapaz.
Saiu de lá rindo e pensando nas voltas que o mundo dá.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
3 de fev. de 2011
70
Um dia ela acordou com fome de mundo e comeu tudo que viu pela frente. Comeu com os olhos, com a boca, com a alma. Mas a fome não passava e ela continuou comendo, mordendo, rasgando, mastigando, devorando. Tinha horas que nem sequer sentia o gosto. Engolia pedaços inteiros. Mas seu estômago continuava roncando e a saliva inundando sua boca.
Até que ela não se reconhecia mais, estava enorme, um Godzilla dentro do seu quarto e sala. Tum, tum, tum. E tudo tremia, inclusive a água dentro do copo no melhor estilo Jurassic Park.
Depois de algum tempo, ela percebeu que não era de comida que ela precisava, que tinha sim um vazio dentro dela, mas era para ser preenchido por outra pessoa.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
Até que ela não se reconhecia mais, estava enorme, um Godzilla dentro do seu quarto e sala. Tum, tum, tum. E tudo tremia, inclusive a água dentro do copo no melhor estilo Jurassic Park.
Depois de algum tempo, ela percebeu que não era de comida que ela precisava, que tinha sim um vazio dentro dela, mas era para ser preenchido por outra pessoa.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
23 de dez. de 2010
69
Ela sempre gostava mais de esperar o Natal do que o Natal em si.
A expectativa de escrever pro Papai Noel e depois de pedir brinquedos pros pais e mais ainda quando passou a comprar os presentes pra dar, era sempre a melhor parte. Aliás, sempre gostou mais de dar do que receber presentes.
Quando era bem pequena, pegou uma gravata de seu pai no armário, embrulhou e deu pra ele de presente. Ele adorou.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
A expectativa de escrever pro Papai Noel e depois de pedir brinquedos pros pais e mais ainda quando passou a comprar os presentes pra dar, era sempre a melhor parte. Aliás, sempre gostou mais de dar do que receber presentes.
Quando era bem pequena, pegou uma gravata de seu pai no armário, embrulhou e deu pra ele de presente. Ele adorou.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
16 de dez. de 2010
13 de dez. de 2010
67
Se arrumava em frente ao espelho do banheiro, com a sua luz amarelada e fraca, ficava na ponta do pé pra tentar ver melhor sua produção e saia de casa se achando linda.
Mas era só chegar no elevador, com sua claridade reveladora e seu espelho cristalino, pra ter um choque de realidade, daqueles tipo HD.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
Mas era só chegar no elevador, com sua claridade reveladora e seu espelho cristalino, pra ter um choque de realidade, daqueles tipo HD.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
29 de nov. de 2010
66
Naquela noite sonhou com ele. Já haviam se passado mais de 15 anos, mas a história nunca ficou bem resolvida.
Sonhou que ele pedia desculpas, que queria mais uma chance. E mesmo no sonho, ele se comportou como o imaturo que era, infantilizado pela memória que ela tinha dele. Incrível sua capacidade de imaginá-lo mais velho.
No sonho, se manteve forte. Mesmo todos sendo contra, ela resolveu ceder e ir ter a tal conversa imaginada pelo seu inconsciente. E foi bom.
Desconfiou que era um sonho, contudo, não cedeu à tentação de baixar a guarda e conseguiu falar o sempre quis e nunca pode.
Acordou mais leve.
Às vezes, uma conversa imaginada também serve pra enterrar de vez um assunto.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
Sonhou que ele pedia desculpas, que queria mais uma chance. E mesmo no sonho, ele se comportou como o imaturo que era, infantilizado pela memória que ela tinha dele. Incrível sua capacidade de imaginá-lo mais velho.
No sonho, se manteve forte. Mesmo todos sendo contra, ela resolveu ceder e ir ter a tal conversa imaginada pelo seu inconsciente. E foi bom.
Desconfiou que era um sonho, contudo, não cedeu à tentação de baixar a guarda e conseguiu falar o sempre quis e nunca pode.
Acordou mais leve.
Às vezes, uma conversa imaginada também serve pra enterrar de vez um assunto.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
26 de nov. de 2010
65
Estava com uma vontade louca de um sundae do McDonald's. Calda de chocolate com castanha!
Sentou na mesinha da lanchonete, deu aquela colherada generosa e fechou os olhos. Quando abriu, deu de cara com a fachada de uma academia. Sempre reparava nela, com sua escadaria na entrada, com seus banners de promoção. E de repente, o sundae já não estava mais tão delicioso.
Com o sorvete pela metade e derretendo, se encheu de coragem, atravessou a rua e foi perguntar quanto era a mensalidade da academia. Aquele cheiro de suor com sauna, aquela música de fundo que ela detestava e aquelas mulheres saradas além do ponto, quase a obrigaram bater em retirada, mas ela insistiu.
A recepcionista estava hipnotizada vendo um armário malhar e nossa heroína teve que chamá-la algumas vezes até receber atenção.
Quando perguntou sobre a mensalidade foi respondida com outra pergunta: "Quer saber o preço com esse copo de sorvete cheio de chocolate na mão?".
O difícil foi não responder a altura. Numa fração de segundos várias coisas vieram a sua cabeça, mas ela respirou fundo, sorriu, deu meia volta e terminou seu sundae no caminho de casa, que tinha voltado a ser divino.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
Sentou na mesinha da lanchonete, deu aquela colherada generosa e fechou os olhos. Quando abriu, deu de cara com a fachada de uma academia. Sempre reparava nela, com sua escadaria na entrada, com seus banners de promoção. E de repente, o sundae já não estava mais tão delicioso.
Com o sorvete pela metade e derretendo, se encheu de coragem, atravessou a rua e foi perguntar quanto era a mensalidade da academia. Aquele cheiro de suor com sauna, aquela música de fundo que ela detestava e aquelas mulheres saradas além do ponto, quase a obrigaram bater em retirada, mas ela insistiu.
A recepcionista estava hipnotizada vendo um armário malhar e nossa heroína teve que chamá-la algumas vezes até receber atenção.
Quando perguntou sobre a mensalidade foi respondida com outra pergunta: "Quer saber o preço com esse copo de sorvete cheio de chocolate na mão?".
O difícil foi não responder a altura. Numa fração de segundos várias coisas vieram a sua cabeça, mas ela respirou fundo, sorriu, deu meia volta e terminou seu sundae no caminho de casa, que tinha voltado a ser divino.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
12 de nov. de 2010
64
Um amigo do trabalho estava muito mal no hospital. Ela foi visitá-lo.
Já estava casada nesta época, mas sabia que se não fosse isso, ele seria um cara que ela se interessaria facilmente.
A amizade deles era feita com um leve flerte. Ela sempre ficava na dúvida se havia mandado os sinais errados ou se estava captando os sinais errados, por que sempre ficava um clima tenso no ar na hora das brincadeiras. Às vezes, ele a deixava sem graça com seus comentários, mas não ao ponto dela pedir pra ele não os fazer mais, já que ficava tudo muito impreciso quanto às reais intenções dele. Ela ficava com medo de parecer esnobe ou tola, além de fazer bem pra ela saber que alguém ainda se interessava.
Quando ela chegou no quarto, ele abriu um sorriso como se fosse improvável vê-la naquele momento. Ela afagou seu cabelos, eles conversaram sobre coisas da editora, sobre os filhos dela e quando finalmente o silêncio pairou no ar ele disse:
- Sabe, por mais otimista que as coisas estejam, eu não sei como vou ficar depois dessa. E como não quero pensar no futuro agora, preciso te perguntar uma coisa que vou me arrepender se não aproveitar este momento... Passei muito tempo imaginado como seria, mas agora preciso saber como é um beijo seu... Posso?
Ela sorriu e enrubesceu o rosto. Se aproximou devagar e deu beijo doce e suave. Não sentiu nada demais, mas ficou feliz.
Depois de algumas semanas ele voltou pra editora e eles nunca mais tocaram no assunto.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
Já estava casada nesta época, mas sabia que se não fosse isso, ele seria um cara que ela se interessaria facilmente.
A amizade deles era feita com um leve flerte. Ela sempre ficava na dúvida se havia mandado os sinais errados ou se estava captando os sinais errados, por que sempre ficava um clima tenso no ar na hora das brincadeiras. Às vezes, ele a deixava sem graça com seus comentários, mas não ao ponto dela pedir pra ele não os fazer mais, já que ficava tudo muito impreciso quanto às reais intenções dele. Ela ficava com medo de parecer esnobe ou tola, além de fazer bem pra ela saber que alguém ainda se interessava.
Quando ela chegou no quarto, ele abriu um sorriso como se fosse improvável vê-la naquele momento. Ela afagou seu cabelos, eles conversaram sobre coisas da editora, sobre os filhos dela e quando finalmente o silêncio pairou no ar ele disse:
- Sabe, por mais otimista que as coisas estejam, eu não sei como vou ficar depois dessa. E como não quero pensar no futuro agora, preciso te perguntar uma coisa que vou me arrepender se não aproveitar este momento... Passei muito tempo imaginado como seria, mas agora preciso saber como é um beijo seu... Posso?
Ela sorriu e enrubesceu o rosto. Se aproximou devagar e deu beijo doce e suave. Não sentiu nada demais, mas ficou feliz.
Depois de algumas semanas ele voltou pra editora e eles nunca mais tocaram no assunto.
* Baseado em fatos irreais
** To be continued
Assinar:
Postagens (Atom)

